Alitália reconhece o erro ao expulsar indiano de um vôo

A companhia aérea Alitalia foi condenada a indemnizar o indiano Santraj Maurya, um "recolhedor" de lixo, por não ter permitido que ele embarcasse na classe executiva num vôo para Belo Horizonte (Brasil).
Segundo o jornal The Times of Índia, a empresa teria alegado que o homem "não tinha o perfil adequado" para entrar a bordo. A Alitalia enviou um pedido de desculpas por escrito a Santraj Maurya, indiano que trabalha na ONG Chintan, que se dedica à defesa do meio ambiente.
Ele era representante da organização e havia sido escolhido para participar num congresso internacional de "recolhedores" de lixo, organizado por diversas ONGs, em Belo Horizonte, no dia 22 de agosto. Apesar de ter um bilhete para a "business class", a equipa da Alitalia no aeroporto de Nova Déli considerou que o "perfil" de Maurya não se encaixava na categoria, por isso não permitiu o seu embarque.
O dito recebeu uma carta da empresa a pedor desculpas e a oferecer uma viagem de ida e volta a qualqeur parte do mundo ou três biletes na classe económica.
O trabalhador tem três anos para escolher para onde quer voar. Ele já decidiu que vai ficar com os três bilhetes da classe económica. "Eu sou um trabalhador, portanto não me importa se me sento num sofá ou numa cadeira. Com os três bilhetes, poderei levar outras duas pessoas que, como eu, nunca pensaram em entrar num avião".

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