Na última semana de Abril, a tribo Qahtani, no oeste da Arábia Saudita, organizou um concurso para eleger os mais belos camelos e "camelas" da região, a 120 quilómetros da capital, Riade.Os competidores tinham belos olhos, pernas longas e muitas curvas, mas as semelhanças com as misses humanas paravam por aí. Em vez de julgar busto, cintura e quadril, os juízes tinham que observar a forma do focinho, o tamanho do pescoço, a firmeza das orelhas, o brilho do pêlo e a inclinação das bossas.
Os camelos concorriam em quatro categorias diferentes, conforme a raça. As fêmeas vestiam um cinto de castidade para evitar saliências dos machos mais desinibidos. Os donos dos melhores animais habilitavam-se a ganhar 72 automóveis.
"Os beduínos árabes estão historicamente ligados aos camelos, e querem manter essa tradição. A importância da competição é ajudar a preservar a pureza das raças", disse Sheikh Omair, um dos líderes da tribo. "Temos mais de 250 proprietários a participar com mais de 1.500 camelos", completou, debaixo de uma gigantesca tenda onde seria realizado o concurso final.
Outro motivo para a troca das mulheres pelos camelos na passarele é o facto da religião oficial do país, o islamismo, proibir a participação de mulheres em concursos de beleza... Não há mulheres, há camelos...
Redacção: Paranoia Fonte: Sol.sapo.pt
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